Ementa: Na literatura diplomática, a fronteira é tradicionalmente considerada como o fim do território, nec plus ultra. Nesta obra, o diplomata Adriano Pucci abandona o paradigma estritamente geopolítico para mostrar-nos outra fronteira, dinâmica e pacífica, forjada ao longo de séculos de contatos espontâneos entre nacionais dos dois países, autodefinidos como um só Homem, o gaucho. História, cultura, economia e poder entrelaçam-se nesse espaço para constituírem um "laboratório da integração", especialmente propício para o teste das políticas de integração fronteiriça propugnadas pelo MERCOSUL. Nesse contexto emerge o conceito de Estatuto da Fronteira, como uma malha de acordos concebidos para dotar os cidadãos brasileiros e uruguaios que vivem na zona limítrofe do direito de usufruírem seus legítimos direitos civis de ambos os lados da linha imaginária que os separa - ou, pelo menos, tenta separá-los.