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Balanço do ministro de Estado das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Araújo, da Política Externa Brasileira*

Eu queria mandar uma mensagem para as pessoas que se interessam pela nossa política externa, que acompanham a nossa política externa. Um balanço rápido nesse final de ano, onde a realidade do que nós estamos fazendo, do que nós conseguimos fazer e do rumo que nós estamos dando à nossa política externa contrasta completamente com algumas narrativas que têm aparecido em notícia e em editoriais.

Dizem que a nossa política externa não deu resultados. Nós simplesmente fechamos, durante esse ano de 2019, os dois maiores acordos comerciais da história do Brasil; conseguimos atração de investimentos muito importantes de vários países e construímos uma nova relação de confiança com os nossos principais parceiros. Isso está muito claro, está nos dados e nas várias informações que nós colocamos.

Dizem que nossa política externa tem causado prejuízo. Não sei onde. E é curioso, porque algumas matérias de imprensa lançam, assim, palavras e depois não dão nenhum exemplo. Não vi nenhum exemplo de prejuízo; e estou dando aqui exemplos de resultados concretos que estão acontecendo. Estamos dando prejuízo àqueles que têm uma falsa narrativa, que querem impor uma falsa narrativa do que nós estamos tentando fazer.

Dizem que é uma política externa “ideológica”. Não sei de onde tiraram isso. É uma política externa que contesta a ideologia; é uma política externa que procura desmontar uma ideologia, que é justamente a ideologia que preside a muitas dessas críticas.

O que é ideologia? Ideologia é um sistema de pensamento fechado que não permite a penetração da luz da realidade. Isso é o que transparece aí em muitas políticas. Então, por exemplo, quando nós resolvemos o problema do aço com os Estados Unidos depois de uma conversa do presidente Bolsonaro com o presidente Trump e a imprensa se recusa a reportar isso, é uma atitude ideológica da imprensa. Por que? Porque ela tem uma ideia de que a nossa relação com os Estados Unidos estava dando errado e um exemplo muito claro que contradiz isso é recusado, porque ele conflitaria com essa ideologia.

Então, nossa relação com os Estados Unidos está dando certo, já deu vários resultados, vai continuar dando. Já conseguimos tudo aquilo que queríamos? Ainda não, vamos continuar. Nossa relação com a China está dando certo, nossa relação com África – estamos reinventando nossa relação com a África –, a relação com os países árabes, com os países do Golfo, com Israel. Também se dizia que era impossível, e nós estamos provando que não. É uma ideologia, a ideologia dizia “olha, você não pode ter boas relações com Israel e com os países árabes”. A realidade diz que sim, é possível. Podemos ter relações melhores com ambos ao mesmo tempo, produtivas, trazendo investimentos, trazendo tecnologia, trazendo riqueza para o Brasil.

Estamos defendendo os valores do povo brasileiro ao redor do mundo, nos fóruns internacionais, estamos trazendo investimentos. Também se dizia que isso era impossível: falar de valores e, ao mesmo tempo, obter resultados concretos na economia (uma visão ideológica). Visão real: qual é a realidade? Sim, é possível ao mesmo tempo defender valores profundos do povo brasileiro, nossos sentimentos, e trazer comércio, trazer investimentos.

“Prestígio”. Diziam que, em função de nossa política externa, o Brasil estaria perdendo prestígio ao redor do mundo. É exatamente o contrário. Todos os nossos interlocutores visivelmente transmitem, não só explicitamente, mas na sua atitude, uma nova atribuição de prestígio ao Brasil. O Brasil hoje é visto como um ator muito mais importante do que era antes. É uma ideologia, aí, que realmente diz que nós perdemos prestígio. Não tem nenhum dado da realidade para provar. Todos os dados da realidade provam o contrário.

Então, o que eu quero sugerir às pessoas que se interessam pela realidade da nossa política externa é que acompanhem, por exemplo, as nossa mídias sociais, onde nós colocamos fatos objetivos sobre os acordos que nós fechamos, sobre as ideias que nós defendemos, sobre a nossa luta pela democracia, por exemplo, na América do Sul, em vários países da América do Sul. Isso tudo é a realidade.

Então, era isso que eu queria passar como uma breve mensagem de fim de ano, agradecendo o interesse que tantas pessoas têm tido pela nossa política externa, e simplesmente convidar a que julguem por aquilo que nós estamos fazendo, pelos resultados que nós estamos obtendo, e não pela visão ideológica que aparece na imprensa.

Eu queria só fazer uma comparação, para terminar, que é o seguinte: é como se tivesse havendo um jogo de futebol e a imprensa é um radialista que está narrando esse jogo, torcendo por um time. Então, ele não narra os gols do outro time, que somos nós, que estamos fazendo gols, e inventa gols do adversário, que é o time pelo qual ele está torcendo. As mídias sociais, vários outros canais de informação – não só os nossos, do Itamaraty – todo esse universo riquíssimo das redes são a possibilidade de o povo brasileiro ir ao estádio e ver o que está acontecendo como está sendo o jogo, e avaliar o desempenho do seu time. Nós somos o time do povo brasileiro. Acho que estamos ganhando o jogo.

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* Balanço do ministro de Estado das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Araújo, em 27 de dezembro de 2019. Fonte: <https://www.youtube.com/watch?v=jb4vXP0UIac&t=164s>.

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