Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Notícias > Nova Política Externa > Artigo do ministro Ernesto Araújo no perfil do Governo Federal no LinkedIn
Início do conteúdo da página

icone impressorasVersão para impressão

 

Artigo do ministro das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Araújo, no perfil do Governo Federal no LinkedIn

 

"O Brasil está aberto a negócios"

O Brasil está aberto a negócios, com segurança jurídica, marcos regulatórios claros e muitas oportunidades de investimentos. Esta será a mensagem principal do governo brasileiro no Brasil Investment Forum 2019 (BIF 2019), em São Paulo, em 10 e 11 de outubro. O presidente Bolsonaro lidera esforço sistemático e integrado para revolucionar o ambiente de negócios, abrir amplamente nossa economia e tornar o Brasil um dos países mais atraentes para investidores. Nossas ações já começam a alterar percepções dos agentes privados, o que é fundamental para a retomada do crescimento econômico e a geração de empregos.

O BIF 2019 é a terceira edição do que se tornou o maior fórum de atração de investimentos da América Latina. Este ano, estão inscritos mais de dois mil participantes de mais de 45 países. Trata-se de excelente oportunidade para conhecer melhor as políticas e diretrizes em matéria de atração e promoção de investimentos, as muitas oportunidades de negócios, ouvir os investidores e entender suas expectativas.

Em 2018, nosso país foi o 7º destino preferido de investimento direto externo (IED) no mundo, tendo recebido aproximadamente US$ 61 bilhões, o que nos manteve no topo da lista dos receptores de IED. Isso é bom, mas pode melhorar muito. O firme propósito do presidente Bolsonaro é o de elevar nossa posição nesse ranking, sobretudo para ajudar a financiar a expansão e a melhoria da nossa infraestrutura, essencial para o salto de desenvolvimento sustentável que precisamos, queremos e podemos dar.

O incremento de investimentos nacionais e estrangeiros será fortemente estimulado pelo êxito do amplo projeto de privatizações e concessões do governo federal, especialmente no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que conta com o apoio direto do Ministério das Relações Exteriores. Atualmente, a carteira do PPI tem 117 projetos em andamento, todos eles com oportunidades reais para investimentos em ferrovias, portos, energia, óleo e gás, aeroportos, mineração, rodovias, além de privatizações de empresas estatais e concessões de parques nacionais. Ao todo, é R$ 1,3 trilhão em investimentos previstos em concessões, privatizações e desestatização.

Esse esforço está em linha com a política de ainda maior convergência com regras e padrões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reforçará a previsibilidade regulatória e ajudará a melhorar a qualidade das políticas públicas – não só na área econômica – que são fundamentais para elevar a taxa de investimento na economia. Aqui, destaco o processo em curso de adesão do Brasil aos chamados Códigos de Liberalização daquela organização.

À maior abertura do capital privado na estrutura produtiva e na logística corresponde a liberalização do comércio exterior. Mais trocas de bens e serviços certamente induzirão novos e importantes investimentos e maior produtividade e competividade da economia.

Nesse tema, o governo Bolsonaro tem muito o que mostrar, em particular a conclusão do acordo MERCOSUL–União Europeia, que é uma peça importante no esforço de transformação do Brasil por meio de maior inserção na economia internacional, e o acordo entre MERCOSUL e EFTA. Avançam, também, negociações com vários parceiros, como Canadá, Coreia do Sul e Singapura. Ademais, estamos dialogando com os EUA para identificar o melhor meio de estreitar ainda mais os laços econômicos que nos unem. Nos numerosos contatos que tenho mantido com altas autoridades norte-americanas, fica evidente o interesse recíproco na dinamização dos fluxos de comércio e capitais entre os dois países.

Não tencionamos ser seletivos com respeito à abertura comercial. Aproveitamos oportunidades e convergências de interesses mútuos. Para além de parceiros com os quais desenvolvemos tratativas comerciais, buscamos, por meio de ações de promoção comercial e de diálogos sobre barreiras a determinados setores e indústrias, incrementar os fluxos comerciais e de investimentos com todos os grandes atores da economia mundial, a exemplo de China e Índia. Também com os países do Golfo, estamos buscando ativamente promover investimentos recíprocos e ampliar o comércio. Esses esforços estarão no topo da agenda do presidente Bolsonaro nas visitas que fará, ainda este mês, a China, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita, bem como na visita que lhe fará o primeiro-ministro indiano, Narandra Modi, em novembro próximo.

Por tudo isso, o BIF 2019 reveste-se de singular importância, pois ocorre num momento em que o Brasil adota ou aprofunda, de modo irreversível, reformas estruturais e políticas de plena integração ao mundo. Juntos, governo e setor privado, capitais nacionais e estrangeiros, transformaremos o Brasil no país que seu povo merece e há muito reclama: próspero, dinâmico, sintonizado com o futuro e com o mundo e, ao mesmo tempo, orgulhoso de sua identidade e caráter, consciente da grandeza da Nação. Isso já está acontecendo. Convido todos os empresários e investidores do Brasil e de todo o mundo a serem protagonistas desta nova realidade.

registrado em:
Fim do conteúdo da página