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Declaração conjunta à imprensa do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, após reunião bilateral em Washington, D.C., em 13 de setembro de 2019*

 

Secretário Mike Pompeo: Bom dia a todos. É meu grande prazer dar as boas-vindas ao meu amigo, o ministro das Relações Exteriores Araújo, e a outros distintos membros da delegação brasileira ao Departamento de Estado. Ernesto e eu desenvolvemos uma ótima relação de trabalho nos últimos 10 meses. Eu o encontrei outro dia na Casa Branca. E minha primeira viagem de 2019 foi para assistir à posse do presidente Bolsonaro no Brasil. Eu celebrei a virada do ano em algum lugar no céu, no caminho para lá, e isso me deixou no estado de espírito certo para celebrar aquele grande dia.

Quando o presidente Trump e o presidente Bolsonaro se reuniram na Casa Branca em março, eles se comprometeram a expandir e a fortalecer nossa parceria estratégica. Por isso, hoje estamos realizando nosso primeiro diálogo estratégico em sete anos. Mas a mudança em nosso relacionamento é muito maior que uma reunião ou um conjunto de reuniões. Entramos em nova era profunda e importante nos laços EUA-Brasil.

O Brasil, sob a liderança do presidente Bolsonaro, tem abraçado de forma importante um maior papel para o mercado livre, o melhor fomentador de crescimento econômico e prosperidade. E o Brasil, uma grande democracia, também apoia firmemente a única democracia verdadeira no Oriente Médio, Israel. E o Brasil tem sido um parceiro resoluto, amigo no Grupo de Lima, auxiliando-nos a apoiar totalmente o povo venezuelano.

O Brasil, na verdade, esteve entre as primeiras nações a reconhecer o governo do líder legítimo da Venezuela, o presidente interino Juan Guaidó. Em agosto de 2019, o Brasil anunciou que impediria que as autoridades do governo de Maduro viajassem pelo país. Neste momento, o Brasil acolhe mais de 180.000 venezuelanos que fugiram do colapso econômico e da tirania causados pelo regime Maduro. Essa generosidade é um testemunho do compromisso do seu país com a segurança nacional e a proteção dos direitos humanos.

Todos os esforços do Brasil aumentam a confiança dos Estados Unidos para cooperar de novas formas. Expandiremos nossa relação comercial, que já movimenta mais de 100 bilhões de dólares anualmente. E, este mês, o presidente – ou melhor – os brasileiros e as equipes americanas realizarão nosso compromisso que nossos presidentes firmaram em março. Estamos estabelecendo um Fundo de Investimento de Impacto de 11 anos e 100 milhões de dólares para conservação da biodiversidade na Amazônia, e esse projeto será liderado pelo setor privado.

Nossa cooperação em segurança também está crescendo. Neste ano, o presidente Trump nomeou o Brasil um aliado prioritário extra-OTAN. E hoje me alegro em dizer que o Brasil está avançando o trabalho da Reunião Ministerial para Promover um Futuro de Paz e Segurança no Oriente Médio, que foi realizada em Varsóvia, em fevereiro. O Brasil será coanfitrião de um grupo de trabalho do Processo de Varsóvia sobre questões humanitárias e refugiados, em 5 e 6 de fevereiro do ano que vem.

Também estamos trabalhando juntos para confrontar a crise artificial na Venezuela e enfrentar tiranos em Cuba e na Nicarágua.

Juntos, estamos aproveitando a oportunidade de consolidar um futuro de segurança, prosperidade e democracia para nossos povos e para todo o hemisfério.

Obrigado novamente por terem vindo a Washington. Foi ótimo estar com vocês hoje.

Ministro Ernesto Araújo: Muito obrigado, senhor secretário. Bom dia a todos. Esta é, creio eu, a quarta reunião que temos com o secretário Mike Pompeo, uma em Brasília e três vezes aqui em Washington, além de quando nos encontramos às margens de outros eventos. Esta é, no total, minha sexta visita aos Estados Unidos este ano, contando quando vim com o presidente Bolsonaro, então acho que isso mostra claramente que estamos trabalhando bastante para cumprir o compromisso dos nossos dois presidentes de realmente construir uma parceria e aliança fortíssima entre o Brasil e os Estados Unidos. Um passo importante que estamos dando hoje com a reunião do Diálogo de Parceria Estratégica, e nós estávamos conversando sobre isso, queremos muito torná-lo estratégico no sentido de ser um fórum no qual podemos discutir a interconexão de diferentes iniciativas, de diferentes áreas de trabalho, onde podemos planejar para o futuro e onde podemos, por meio de diferentes iniciativas, reforçar toda a relação. Realizamos isso com base, eu creio, em uma visão compartilhada do mundo, o que fortalece cada vez mais essa relação, além dos interesses concretos, econômicos, outros interesses que temos. Mas sempre que temos uma visão comum, uma filosofia comum, digamos, e este é o caso agora, ela pode e deve ser cada vez mais forte. A política externa que tentamos construir no Brasil tem base em princípios muito claros – o princípio da liberdade e da democracia, o princípio da soberania, o princípio da defesa de nossos valores e o princípio da abertura econômica e de uma economia de mercado – pelos quais alcançaremos nossos objetivos, nos quais o povo brasileiro votou quando elegeram o presidente Bolsonaro, um programa para que o Brasil esteja mais presente no mundo, possa fazer sua economia crescer, mudar um sistema que apenas nos trouxe estagnação e corrupção no passado.

E nossa relação com os Estados Unidos é grande parte da consecução desses objetivos, esses princípios de política externa e engajamento internacional. Vemos isso de forma concreta em muitos casos, no caso da Venezuela, por exemplo, em que nós estamos juntos no esforço para auxiliar o povo venezuelano a recuperar sua democracia. Também estamos traduzindo isso em nosso engajamento econômico e comercial, que está avançando muito rápido e realmente correspondendo às grandes expectativas do nosso setor privado e setor produtivo, o que estamos vendo, novamente, na área de segurança e defesa.

A condição de aliado prioritário extra-OTAN que o Brasil agora tem com os Estados Unidos é de imensa importância para nós, e queremos traduzir essa importância em passos concretos que reforçam o papel do Brasil na paz e na segurança, segurança para brasileiros. É uma prioridade para que nosso povo viva em um ambiente seguro. Então tudo o que o povo brasileiro deseja do nosso governo, é algo que podemos alcançar, em grande parte, na cooperação com os Estados Unidos.

Ademais, em todo o mundo, agora, vemos alguns sinais de ideias que desejam questionar a soberania, que seriam, em um aspecto de, no caso do Brasil, que nós, especificamente na Amazônia, que talvez nós não sejamos capazes de lidar com os desafios ambientais lá, o que, não, não é verdade. E nossos amigos aqui nos EUA sabem que isso não é verdade, e queremos estar juntos nos esforços para o desenvolvimento da região da

Amazônia, que, estamos convencidos, é o único meio de realmente proteger a floresta. Então precisamos de novas iniciativas, novas iniciativas produtivas que criem empregos, que criem renda para as pessoas na Amazônia, e é nesse contexto que a nossa parceria com os Estados Unidos será muito importante para nós.

Então temos essa agenda muito ambiciosa e estamos convencidos de que a estamos implementando. Muito obrigado.

Secretário Mike Pompeo: Excelente. Muito obrigado a todos.

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* Tradução não oficial. Fonte: Ministério das Relações Exteriores

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