Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Vasco Tristão Leitão da Cunha

 

87

Nascido no Rio de Janeiro, diplomou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da mesma cidade (1925). Dois anos depois, ingressou na carreira diplomática como terceiro-oficial do Ministério. Promovido a segundo-secretário, serviu em Lima (1929- 1931), em Lisboa (até 1933) e em Buenos Aires (até 1935). Integrou a delegação brasileira à Conferência de Paz do Conflito do Chaco, sendo depois enviado ao Chile (1937). Promovido a primeiro-secretário (1938), serviu até 1941 como oficial de gabinete do secre­tário-geral do Ministério das Relações Exteriores, no Rio de Janeiro. Em agosto deste ano, assumiu o Ministério da Justiça e Negócios Interiores, em substituição a Francisco Campos. Deixou este Ministério (1942), sendo enviado para o norte da África (durante três meses) e para a embaixada em Lisboa (até dezembro de 1943), quando obteve a promoção para ministro de segunda classe. Tornou-se então delegado brasileiro junto ao Comitê Francês de Libertação Nacional em Argel, liderado por Charles De Gaulle e Henri Giraud. Em 1944, deixou o Comitê e foi nomeado cônsul-geral em Roma. Com o fim da Segunda Guerra, ocupou mesmo cargo em Genebra. Participou, em 1946, como delegado plenipotenciário, da I Assembleia Geral das Nações Unidas, em Londres. No mesmo ano, seria encarregado de Negócios na Espanha. Promovido a ministro plenipotenciário (1950), foi para Helsinque, onde permaneceu por dois anos. De volta ao Brasil, acumulou os cargos de diretor da Seção de Segurança Nacional e de chefe do Departamento Político e Cultural do Ministério das Re­lações Exteriores. Em 1953, tornou-se secretário-geral do Ministério, assumindo interinamen­te como ministro de janeiro a março de 1954, para que o chanceler Vicente Rao presidisse a delegação brasileira à X Conferência Interamericana, em Caracas. Com a morte de Getúlio Vargas, pediu demissão do cargo de secretário-geral e assumiu a embaixada em Bruxelas. Em 1956, foi removido para Havana, onde permaneceu até à posse do presidente Jânio Quadros (1961). Dirigiu novamente a Secretaria-Geral durante curto período. Em novembro, seria embaixador na União Soviética, após o reatamento de relações diplomáticas. Em abril de 1964, foi convidado a assumir o Ministério das Relações Exteriores. Permaneceu no cargo de chanceler até dezembro de 1965, quando aceitou o cargo de embaixador em Washington. Nos Estados Unidos, foi agraciado com o título de doutor honoris causa em Leis pela Universidade de Indiana e pela Universidade de St. Lawrence. Deixou o cargo em junho de 1967, para se aposentar da carreira diplomática.

Fim do conteúdo da página