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Juracy Montenegro Magalhães

 

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Nascido em Fortaleza (CE), ingressou no Exército em 1922, no 23º Batalhão de Caçadores, onde participou do Movimento Tenentista de 1922 e da Revolução de 30. Neste mesmo ano decidiu estudar na Escola Militar de Realengo, Rio de Janeiro. Em 1931, foi designado interventor no Estado da Bahia. Eleito presidente do mesmo estado em 1935, permaneceu no cargo até à decretação do Estado Novo. Promovido a tenente coronel (1945), licenciou-se do Exército para organizar a União Democrática Nacional (UDN) na Bahia. Após sua promoção a coronel (1951), no ano seguinte seria adido mi­litar em Washington. Em 1954, tornou-se o primeiro presidente eleito da Petrobras, demitindo-se após a morte de Vargas. Elegeu-se senador pela Bahia e, quatro anos depois, tornou-se novamente governador do Estado. Após o movimento militar de 1964, foi nomeado embaixador em Washington. Em agosto de 1965, assumiu a pasta da Justiça. Deixou o cargo em 1966 para ser ministro das Relações Exteriores. Como chanceler, participou da III Conferência interamericana de chanceleres, em Buenos Aires. Em dezembro de 1966, fez parte da Reunião da Associação Latino Americana de Livre Comércio (ALALC), na qual foi criado o Conselho de Ministros de Relações Exteriores da Associação. Em junho de 1966, o Brasil assinou, junto com o Paraguai, a Ata das Cataratas, definindo as questões fronteiriças das Sete Quedas e promovendo a cooperação na área energética. Nesse período, Magalhães promoveu intensa aproxi­mação com os Estados Unidos. Deixou o Ministério em março de 1967. Com o fim do governo Castelo Branco, passou a dedicar-se exclusivamente à vida privada.

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