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Antônio Francisco Azeredo da Silveira

 

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Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no serviço diplomático (1937) como auxiliar do consulado brasileiro, em São Francisco. Diplomou-se no Instituto Rio Branco (1944) e foi transferido como terceiro-secretário para a embaixada em Havana. Promovido a segundo-secretário (1947), no ano seguinte tornou-se encarregado de Negócios na mesma capital. Designado auxiliar do chefe do Departamento de Administração do Itamaraty (1951), trabalhou também no gabinete do chanceler Vicente Rao. Promovido a primeiro-secretário, desempenhou a função de secretário-geral da Reunião dos Chefes de Missão dos Países da Organização dos Estados Americanos (OEA), em janeiro de 1954, no Rio de Janeiro. Serviu em Madri (1954), foi cônsul em Florença (1956) e em Roma (1957). Retornando ao Brasil (1958), assumiu a chefia da Divisão de Pessoal do Itamaraty. Durante este período, foi promovido a conselheiro (1959) e a ministro de segunda classe (1959). Cônsul-geral em Paris (1961), três anos mais tarde foi ministro de primeira classe. Chefiou a delegação brasileira no decurso da Rodada Kennedy de negociações do GATT (1966-1967) e durante a II Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, em 1968). Foi embaixador na Argentina durante o período 1969-74. Após a posse do presidente Ernesto Geisel, foi nomeado ministro das Relações Exteriores. Durante sua gestão, deu início à política do “pragmatismo responsável”, buscando ampliar o campo de atuação da diplomacia brasileira. Neste período, foi assinado o Acordo de Cooperação Nuclear com a Alemanha, estabelecidas relações diplomáticas com a China Continental e assinado o Tratado de Cooperação Amazônica. Foi também reconhecida a independência de Angola, sob o governo do Movimento Popular de Libertação (MPLA) e de Moçambique sob o governo da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Ao deixar o cargo (1979), foi embaixador em Washington e em Portugal (1983). Retornando ao Brasil (1986), no ano seguinte aposentou-se.

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