A FUNAG publicou os seguintes livros em 2016:

Cadernos do CHDD Nº 28 - primeiro semestre de 2016

Autor: Centro de História e Documentação Diplomática
Ementa: A nova edição dos “Cadernos do Centro de História e Documentação Diplomática (CHDD)”, nº 28, apresenta dois conjuntos de documentos. O primeiro continua a publicação dos ofícios* de Miguel Maria Lisboa, chefe da Legação Imperial em Washington entre 1859 e 1865. No número anterior foram reproduzidos os ofícios dos anos 1859-1860; agora, são divulgados os dois anos seguintes. Uma das razões para ler os ofícios de Lisboa é a qualidade da informação do diplomata brasileiro sobre um momento decisivo na história dos Estados Unidos. A informação se valoriza pelo impecável estilo diplomático dos ofícios. A escrita é clara, precisa e sem preciosismo. O segundo conjunto apresenta um episódio pouco conhecido das relações entre o Brasil e a África no século XIX: a missão especial de Hermenegildo Niterói à Libéria.

A Segurança do Atlântico Sul e as Restrições com a África

Autor: José Viegas Filho
Ementa: Este livro é uma obra de reconhecido mérito e referência para pesquisas sobre tema de permanente interesse para as relações internacionais e a política externa brasileira. O trabalho não apenas apresenta análise acurada da questão da segurança marítima nas fronteiras do Brasil, na ótica brasileira à época da Guerra Fria, como é também complementado por proposta de criação de um Tratado de Cooperação do Atlântico Sul.

Relações Internacionais do Brasil - Antologia comentada de artigos da Revista do IHGB (1841-2004)

Organizador: Luiz Felipe de Seixas Corrêa
Ementa: O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) constitui a instituição mais tradicional ligada à organização e à divulgação de documentos relevantes para a história e a geografia do Brasil. Editada desde 1839, a Revista do IHGB é um repositório valioso de ensaios, documentos e ideias, muitos deles de interesse para as relações internacionais e a política externa brasileira. Por essas razões, reveste-se de especial importância a iniciativa oportuna do embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa de pesquisar na Revista textos substantivos que possam enriquecer a visão histórica de períodos, fatos e personagens e permitir ao leitor melhor compreender aspectos da evolução da diplomacia e das relações internacionais do Brasil.

A Segurança do Atlântico Sul e as Relações com a África

Autor: José Viegas Filho
Ementa: Este livro é uma obra de reconhecido mérito e referência para pesquisas sobre tema de permanente interesse para as relações internacionais e a política externa brasileira. O trabalho não apenas apresenta análise acurada da questão da segurança marítima nas fronteiras do Brasil, na ótica brasileira à época da Guerra Fria, como é também complementado por proposta de criação de um Tratado de Cooperação do Atlântico Sul.

Entre o Beagle e as Malvinas - Conflito e Diplomacia na América do Sul

Autor: Eduardo dos Santos
Ementa: Ao revisitar os antecedentes de duas controvérsias territoriais na região, esta obra retrata uma das experiências mais delicadas na história política da Argentina no século XX. Crises de especial gravidade ocorreram em momentos relativamente próximos. O trabalho ilustra o debate em torno de ambas as questões, sob aspectos jurídicos, históricos e diplomáticos, e avalia a sua condução a partir da redemocratização argentina de 1983. Aporta contribuição para estudiosos e pesquisadores ao relatar e contextualizar o impacto desses episódios na diplomacia sul-americana, e especialmente as reações do Brasil e de sua política externa.

Pedro Teixeira, a Amazônia e o Tratado de Madri - 2ª Edição Ampliada

Organizadores: Sérgio Eduardo Moreira Lima / Maria do Carmo Strozzi Coutinho
Ementa: À esta edição ampliada do livro "Pedro Teixeira, a Amazônia e o Tratado de Madri" foram incorporadas as transcrições paleográficas dos documentos levantados durante as pesquisas conduzidas no processo de elaboração da obra, sobretudo no Arquivo Histórico Ultramarino, na Biblioteca da Ajuda, em Lisboa, bem como na Biblioteca Pública Municipal do Porto. Para avaliar a dimensão do acréscimo, a primeira edição continha 309 páginas, enquanto a nova edição possui 508 páginas. Trata-se de valiosa fonte de informação para estudiosos da História, da Geografia, da Cartografia, das Relações Internacionais do Brasil e, também, da gênese do Direito Internacional moderno aplicado à formação territorial brasileira.

Mudanças no Panorama Internacional por Meio das Relações Sul-Sul - Relações no Brasil, Chile e Venezuela com os países em desenvolvimento da África, Ásia e Oriente Médio - Volume II

Autor: Élodie Brun
Ementa: Fruto de tese de doutorado defendida em 2012 no Sciences Po, este livro da jovem professora francesa Élodie Brun traz ao público uma importante reflexão sobre os novos caminhos abertos pelas relações Sul-Sul na busca de uma ordem internacional mais estável e mais justa. Com método sólido e análise criativa, Élodie Brun lançou vistas sobre o estreitamento das relações entre o Brasil, o Chile e a Venezuela e seus parceiros no chamado Sul Global. Esse enfoque revela, de saída, a disposição da pesquisadora de compreender diferentes perspectivas e de realizar o árduo trabalho – que não deixa de se assemelhar o ofício dos diplomatas – de conferir a elas um sentido comum.

Mudanças no Panorama Internacional por Meio das Relações Sul-Sul - Relações no Brasil, Chile e Venezuela com os países em desenvolvimento da África, Ásia e Oriente Médio - Volume I

Autor: Élodie Brun
Ementa: Fruto de tese de doutorado defendida em 2012 no Sciences Po, este livro da jovem professora francesa Élodie Brun traz ao público uma importante reflexão sobre os novos caminhos abertos pelas relações Sul-Sul na busca de uma ordem internacional mais estável e mais justa. Com método sólido e análise criativa, Élodie Brun lançou vistas sobre o estreitamento das relações entre o Brasil, o Chile e a Venezuela e seus parceiros no chamado Sul Global. Esse enfoque revela, de saída, a disposição da pesquisadora de compreender diferentes perspectivas e de realizar o árduo trabalho – que não deixa de se assemelhar o ofício dos diplomatas – de conferir a elas um sentido comum.

O Brasil e as Restrições às Exportações

Autor: Andréa Saldanha da Gama Watson
Ementa: O tema “restrições às exportações” pode parecer, à primeira vista, estranho para os leitores comuns. Afinal, o que levaria um país a restringir suas próprias exportações, quando a meta apregoada pelos teóricos do desenvolvimento econômico é no sentido de maximizar as vendas externas? Sobre essa questão se debruçou a autora. Em suas pesquisas, ela descobriu que, em determinadas circunstâncias - sobretudo quando ocorre um aumento da cotação internacional do preço das "commodities" – alguns países restringem suas exportações, seja para manter o insumo internamente e evitar uma possível pressão inflacionária, seja para agregar valor e exportar o produto mais elaborado. Essas restrições - na forma de embargo, quota, imposto ou medidas administrativas – provocam tensões no comércio bilateral e internacional, chegando a levar a disputas comerciais. O Brasil não faz uso de restrições às exportações. Entretanto, no período da crise financeira de 2008-09, época do auge do preço da soja e do minério de ferro, chegou a cogitar de taxar as exportações desses produtos. Outros países, porém, como China e Argentina, recorrem a essas medidas, por razões distintas, aproveitando-se de um certo vácuo nas disciplinas sobre o assunto na Organização Mundial do Comércio. Por essa razão, o tema segue atual.

Brasil e China: 40 anos de Relações Diplomáticas

Organizador: Sérgio Eduardo Moreira Lima
Ementa: Com a apresentação do Ministro José Serra, a obra é composta por cinco ensaios sobre as perspectivas das relações sino-brasileiras,​ histórico das relações bilaterais, análise das relações econômicas e perspectivas futuras, novos desafios da cooperação em ciência e tecnologia, e a estratégia de inserção internacional do Brasil. O livro contém ainda documentos de referência para o conhecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

Memorial Orgânico

Autor: Franciso Adolfo de Varnhagen
Ementa: Em 2016, ao ensejo do bicentenário do nascimento de Francisco Adolfo de Varnhagen, a FUNAG organizou com o IHGB uma série de atividades para estimular a pesquisa sobre o pensamento e a ação desse renomado historiador e homem público, integrante da chancelaria brasileira. Nesse contexto, a Fundação reedita, tal como revisto pelo próprio autor, em 1850, o Memorial Orgânico, posteriormente definido como “uma proposta para o Brasil em meados do século XIX” (WEHLING). Trata-se da obra que melhor traduz a reflexão de Varnhagen sobre os graves desafios que o então Império do Brasil enfrentava. O trabalho representa aspecto importante do seu pensamento estratégico e geopolítico, além da contribuição do diplomata oitocentista à modernização do País. Esta edição é enriquecida pelo criterioso ensaio analítico do professor Arno Wehling, presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

O Resgate das Ciências Humanas e das Humanidades Através de Perspectivas Africanas - Coleção

Organizadores: Helen Lauer e Kofi Anyidoho
Ementa: Publicada em 2012, a obra original foi organizada pelos professores Helen Lauer e Kofi Anyidoho e reúne mais de oitenta textos, inéditos em português, escritos nos anos setenta por ideólogos da descolonização e da emancipação intelectual da África. Em seu conjunto, os autores apresentam interpretação dos desafios e questões com que se deparam os povos africanos de uma perspectiva própria, ainda pouco conhecida, que busca conjugar autonomia cultural com cidadania e desenvolvimento. O livro é uma compilação de estudos, apresentados inicialmente em um simpósio na Universidade de Gana, em 2003, no esforço de refletir sobre a questão do ponto de vista científico com vistas a restabelecer, no plano mais alto do conhecimento, a perspectiva ausente, resultante de longo período de domínio e exploração externa, amparados em teorias que não poderiam subsistir ao escrutínio da História.

O Senado Federal Brasileiro e o Sistema Multilateral de Comércio (1946-1967)

Autor: Felipe Hees
Ementa: O trabalho de Felipe Hees lança um olhar inédito sobre o interesse despertado no Senado por um dos eventos mais marcantes na reorganização da economia mundial no pós-Guerra. A criação do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT) marcou a retomada do processo de globalização que fora interrompido no período que abrange as duas grandes Guerras Mundiais, e coincidiu com um período de acentuadas transformações no panorama político e econômico brasileiro. Nem sempre os eventos têm, para os contemporâneos, a importância que lhes é atribuída pela posteridade. Como assinala Paulo Estivallet, “é encorajador verificar, no entanto, que o Senado demonstrou capacidade e interesse para analisar de forma abrangente as questões derivadas da participação no GATT”. Observa ainda que “ninguém é mais qualificado do que Felipe Hees para nos guiar nessa exploração”. Com sua experiência como diplomata, negociador na OMC, Diretor do Departamento de Defesa Comercial e historiador, Hees sabe o que procurar. O resultado é fascinante: o leitor é levado a espiar, no plenário do Congresso, debates que lançam luz sobre a relação do Executivo com o Congresso e as ideias do Senado sobre desenvolvimento econômico e a inserção internacional do país. (Texto extraído da Apresentação da obra)

Política Externa Brasileira - Discursos, Artigos e Entrevistas - Volume II (janeiro a agosto de 2013)

Autor: Antonio de Aguiar Patriota
Ementa: A FUNAG publicou o segundo volume do livro “Política Externa Brasileira – discursos, artigos e entrevistas”, do embaixador Antonio de Aguiar Patriota. O livro integra a coleção “Política Externa Brasileira”. Os dois volumes compreendem o período de 2011 a 2013, de sua gestão à frente do Itamaraty. A publicação trata das transformações em curso no sistema internacional e da política externa brasileira à época.

Estatísticas para o estudo das relações internacionais

Organizador: Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais
Ementa: Os dados apresentados indicam os recursos clássicos de poder (território, população, produto interno bruto, reservas de petróleo, investimentos em pesquisa e desenvolvimento, gastos militares e vários indicadores socioeconômicos), e também as vulnerabilidades (como doenças, mortalidade, dívida externa, inflação) dos principais países do mundo. Para cada item, apresentam-se os dez principais países possuidores dos recursos no mundo e como estes se distribuem na América do Sul e entre países relevantes de outras regiões e grupos (BRICS e países europeus, por exemplo), caso não figurem entre os primeiros. A obra atualiza e amplia as estatísticas publicadas pela Fundação em anos anteriores (2007, 2008 e 2009).

África do Sul: do isolamento à convivência - Reflexões sobre a relação com o Brasil

Autor: Mario Vilalva
Ementa: Entre 1948 e 1994, a África do Sul viveu um dos grandes dramas internacionais: a institucionalização do apartheid, uma forma odiosa de discriminação racial praticada por uma minoria contra a grande maioria de sua população. O presente trabalho, apresentado no XXVI Curso de Altos Estudos (1993), reconstitui a cena histórica em que esse sistema de governo se desenvolveu, em contraposição à crescente condenação mundial a todas as formas de racismo e colonialismo. Apesar do progressivo isolamento a que o país do apartheid foi submetido, seu governo de minoria sobreviveu durante muito tempo graças à construção de insidiosas relações com países do Ocidente, ora justificadas pelos lucrativos negócios comerciais envolvidos, ora praticadas em nome da luta contra o avanço do comunismo internacional.

Cadernos de Política Exterior - ano 2 - número 3 - primeiro semestre 2016

Organizador: Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais
Ementa: A Fundação Alexandre de Gusmão lançou a terceira edição da revista do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI): “Cadernos de Política Exterior”. A publicação tem por objetivo oferecer artigos de informação e análise sobre temas da política externa do Brasil, buscando contribuir para o aprofundamento do debate público nessa área.

O Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas (1945-2011)

Autor: Gustavo Gerlach da Silva Ziemath
Ementa: O autor se propõe a analisar cada uma das dez participações brasileiras no Conselho de Segurança da ONU, buscando identificar continuidades e descontinuidades nos posicionamentos do país em relação aos temas colocados na agenda do órgão. No intuito de encontrar as motivações para as eventuais continuidades que marcam a posição brasileira em relação a problemas recorrentemente tratados no Conselho, apresentam-se, no início do trabalho, os princípios norteadores da atuação exterior brasileira, os quais visam garantir a maior continuidade e previsibilidade possível na tomada de decisões.

Varnhagen (1816-1878) - Diplomacia e Pensamento Estratégico

Organizador: Sérgio Eduardo Moreira Lima
Ementa: O livro reúne ensaios de historiadores e diplomatas a partir de pesquisas elaboradas para o Seminário sobre o assunto, organizado pela FUNAG, no Instituto Rio Branco (IRBr), em Brasília, para comemorar o bicentenário do nascimento do diplomata oitocentista brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, conhecido também como Visconde de Porto Seguro. É notória a importância de Varnhagen para a historiografia, embora seja menos conhecida sua contribuição à diplomacia brasileira. Por essa razão, a Fundação, em parceria com o IRBr, o IHGB e a UnB, tomou a iniciativa de realizar debate sobre o tema da Diplomacia e Pensamento Estratégico na concepção de Varnhagen e sobre sua participação, durante o Império, no avanço e formulação da ideia de transferência da capital para o Planalto Central.

Instituto de Cultura como Instrumento de Diplomacia

Autor: Acir Pimenta Madeira Filho
Ementa: O presente trabalho defende, com base no estudo de casos de uma série de países (França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Japão, Espanha, Portugal e China), a criação e a adoção de um modelo de instituto cultural como plataforma permanete de atuação internacional, capaz de sedimentar um retrato dinâmico e atualizado do país em termos culturais e destinado a superar os estereótipos ligados à nossa imagem externa. Em sintonia com o caráter universalista da diplomacia brasileira, o instituto de cultura a ser criado deveria atuar com êndase na promoção do conhecimento do país como espaço de paz, cooperação e desenvolvimento, e na promoção dos produtos da indústria, da pesquisa científico-tecnológica e da criatividade brasileiras, como fazem seus homólogos dos já citados países.

Exposições Universais e Diplomacia Pública

Autor: Felipe Goldman
Ementa: A obra trata das exposições universais, conhecidas também pela abreviatura “expos”, e que figuram entre os principais megaeventos de caráter global, ao lado dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de Futebol. Concebidas no século XIX, no contexto da expansão do capitalismo industrial, as exposições universais foram lançadas com o objetivo de catalogar e apresentar ao grande público os principais produtos do engenho humano. Além do papel de vitrines do progresso e da modernidade, as “expos” ganharam importância como eventos de afirmação no plano internacional dos países e das cidades que as sediavam, contribuindo para promover sua imagem no exterior. O interesse em sediá-las também se sustentou ao longo dos anos pelas expectativas de benefícios imediatos vinculados à sua realização e de ganhos duradouros para a infraestrutura da cidade e do país que as abriga. O sucesso das exposições universais ao longo dos anos dependeu, ademais, do interesse que conseguiram despertar entre os países participantes, que utilizavam o megaevento para projetar sua imagem diante de milhões de visitantes, sobretudo por meio de seus pavilhões nacionais, e para aprofundar as relações com os demais países envolvidos, em particular com o país-sede.

Manual do Candidato: Economia

Autores: Renato Baumann e Samo S. Gonçalves
Ementa: Espera-se que o candidato que aspira ingressar no Instituto Rio Branco possa encontrar no Manual, assim como nas referências bibliográficas indicadas após cada capítulo, fonte de conhecimento do instrumental básico/conceitual da teoria econômica e informações sistematizadas sobre as características da evolução recente da economia brasileira que o capacitem para um desempenho aceitável no processo de seleção. Almeja-se, igualmente, que este manual possa servir não apenas como ferramenta de preparação para concurso, mas também como fonte de referência para os conceitos básicos, sobretudo para diplomatas não economistas. (Texto extraído da Apresentação da obra)

Pensamiento Diplomático Brasileño - Formuladores y Agentes de la Política Exterior (1750-1964) - Volumes I, II e III

Autor: José Vicente de Sá Pimentel
Ementa: A FUNAG disponibiliza a versão em espanhol da coleção “Pensamento Diplomático Brasileiro”, publicada originalmente em 2013. O "Pensamiento Diplomático Brasileño - Formuladores y Agentes de la Política Exterior (1750-1964)" trata das concepções fundadoras e dos protagonistas do pensamento diplomático desde Alexandre de Gusmão, passando pelo Império e República, até o início da década de 1960, cobrindo amplo período de modernização da diplomacia nacional. Vinte e seis autores, acadêmicos e diplomatas, analisaram a contribuição de alguns dos principais personagens da história diplomática do Brasil. A obra enriquece a literatura sobre relações internacionais e política externa brasileira.

Teoria das Relações Internacionais - 2ª edição revista e atualizada

Autor: Thales Castro
Ementa: Como o próprio título indica, o livro do professor Thales Castro trata de teoria das relações internacionais. A literatura brasileira nesse campo não é abundante em trabalhos teóricos, sendo bem mais prolífica em estudos de casos ou em análises e na história da política externa brasileira. As poucas obras que comportam o termo “teoria” em seu título apresentam, na verdade, síntese das teorias mais correntes, e tradicionalmente consagradas, na academia americana ou europeia. Eles dedicam-se, na verdade, a expor os méritos e insuficiências dessas elaborações conceituais, sem necessariamente conter uma aplicação concreta da teoria em causa ao caso brasileiro, ou sem oferecer uma teoria própria, adaptada ou adequada à situação do Brasil ou de outros países ocupando um locus semelhante no sistema de relações internacionais. “Teoria das Relações Internacionais” é um dos livros mais procurados do catálogo da Fundação dentro de seu universo temático. O propósito de sua reedição, a pedido da comunidade acadêmica, é responder ao interesse na obra. (Trechos extraídos das apresentações do livro “Teoria das Relações Internacionais”, de Thales Castro)

Cadernos do CHDD Nº 27 - segundo semestre 2015

Ementa: A nova edição dos “Cadernos do CHDD” (nº 27) traz à luz documentos diplomáticos relacionados à Primeira missão brasileira à Bolívia (1832-1845), aos Pródromos da Guerra Civil Americana (1859-1860) e ao Tratado de Aliança entre Brasil e Equador (1904). Na primeira parte, questões de fronteira, navegação de rios e extradição de criminosos e escravos são temas recorrentes na correspondência daquela missão brasileira à Bolívia, que cobre o período de 1832 a 1845, no início do Segundo Reinado. As primeiras impressões do representante brasileiro em Washington durante a Guerra Civil Norte-Americana, ou Guerra de Secessão, integram a segunda parte desta publicação e situam-se no terceiro quartel do século XIX. Os acontecimentos, relatados a partir da ótica do diplomata Miguel Maria Lisboa, passam pela temática abolicionista, que ganhava força no período e tornava-se um dos pilares das divergências internas que culminaram por colocar em xeque a integridade mesma da União norte-americana. Os documentos dão a perceber, inclusive, o interesse de produtores daquele país em transferir seus negócios para o Brasil, com a intenção de mantê-los sob o sistema escravagista. fechando esta edição dos “Cadernos do CHDD”, a seção “Um documento, um comentário” transcreve um documento pouco conhecido do século XX: o tratado secreto de aliança entre o Brasil e o Equador. Planejado pelo Barão do Rio Branco, como parte de sua estratégia nas negociações territoriais com o Peru, recebeu uma reprodução fac-similar e foi minuciosamente analisado por Luís Cláudio Villafañe G. Santos.

Pedro Teixeira, a Amazônia e o Tratado de Madri

Organizadores: Sérgio Eduardo Moreira Lima e Maria do Carmo Strozzi Coutinho
Ementa: Esta publicação é um tributo a Pedro Teixeira, desbravador e explorador luso-brasileiro, e constitui o reconhecimento da visão político-estratégica, cuja dimensão diplomática foi atingida, em sua plenitude, com o Tratado de Madri, em 1750. Apesar do alcance da histórica missão de Pedro Teixeira, que, em 1637, liderou expedição com duas mil pessoas em canoas a montante do Amazonas, seu significado ainda não conta com narrativa abrangente que consolide os estudos e documentos esparsos existentes, alguns dos quais em bibliotecas de Portugal, de outros países europeus e sul-americanos.

Desafios da diplomacia econômica na perspectiva de jovens diplomatas

Autor: Samo S. Gonçalves
Ementa: Secretários da Carreira Diplomática apresentam neste livro alguns dos desafios da agenda econômica internacional que enfrentam, no seu dia a dia, em diferentes áreas. Mais do que uma avaliação acadêmica, trata-se de uma análise prática, da perspectiva de jovens diplomatas, que têm tido o privilégio de participar, ainda que no papel de coadjuvantes, de diferentes processos de negociação econômico-financeira do Brasil.

A Grande Estratégia do Brasil

Autor: Celso Amorim
Ementa: "A Grande Estratégia do Brasil" reúne textos da gestão do Embaixador Celso Amorim no Ministério da Defesa, de agosto de 2011 a dezembro de 2014. Os discursos, artigos e entrevistas aqui reproduzidos são perpassados pela ideia de que, no Brasil, política externa e política de defesa devem se coadunar em uma grande estratégia de defesa do interesse nacional e de promoção da paz. Essa é a linha-mestra da abordagem de todos os grandes temas da Defesa Nacional no período, como a modernização das Forças Armadas, o fortalecimento da indústria nacional de defesa, a capacitação tecnológica nacional, a cooperação de defesa com os parceiros da América do Sul e do Atlântico Sul, a contribuição do país como provedor de paz às Nações Unidas e o papel dos militares em uma sociedade democrática.

La Independencia del Paraguay y el Imperio del Brasil

Autor: R. Antonio Ramos
Ementa: R. Antonio Ramos foi o historiador paraguaio que dedicou maiores esforços ao estudo das relações diplomáticas que mantiveram a República do Paraguai e o Império do Brasil na primeira metade do século XIX. A obra constitui uma contribuição valiosa à historiografia das relações paraguaio-brasileiras.

Relectiones: Sobre os Índios e sobre o Poder Civil

Autor: Francisco de Vitoria
Ementa: Esta importante obra que a Fundação Alexandre de Gusmão e a Editora Universidade de Brasília colocam à disposição dos jusinternacionalistas brasileiros, bem como de todos aqueles que estudam, pesquisam ou se interessam pelo Direito Internacional, constitui valiosa contribuição para o conhecimento do legado humanista e jurídico de Francisco de Vitoria, teólogo, filósofo e jurista do século XVI. A presente edição é prefaciada pelo Professor Antônio Augusto Cançado Trindade, Juiz da Corte Internacional de Justiça. O livro representa a retomada da publicação dos "Clássicos IPRI".

Ilha da Trindade - A ocupação britânica e o reconhecimento da soberania brasileira (1895-1896)

Autor: Martin Normann Kämpf
Ementa: Originariamente uma dissertação de mestrado defendida pelo autor no Instituto Rio Branco, este livro busca analisar de forma abrangente a ocupação britânica da Ilha da Trindade, realizada em 1895, identificando fatores estruturais, conjunturais e pessoais que desencadearam o contencioso anglo-brasileiro e que influenciaram a complexa dinâmica das negociações para o equacionamento da questão, bem como o desfecho favorável ao Brasil.

A China e os Chins - Recordações de viagem

Autor: Henrique Carlos Ribeiro Lisboa
Ementa: Numa época em que mitos e superstições influenciavam a percepção do ocidente sobre o então chamado Extremo Oriente, o diplomata Henrique Carlos Ribeiro Lisboa, secretário da missão especial que o Império do Brasil enviou à China em 1880, fez um registro detalhado de suas impressões de viagem, que cobriram aspectos considerados por seu autor como curiosos, ou interessantes. Por essa ótica, a China e os chins são revelados como uma nação e um povo respeitáveis, com quem se poderia aprender e estabelecer proveitosas parcerias comerciais e políticas.

O Recrudescimento do Nacionalismo Catalão

Autor: Luís Fernando de Carvalho
Ementa: Na Espanha, o debate sobre a questão nacional é antigo e continua a ocupar posição central na vida política do país, verdadeiro laboratório de ideias sobre os conceitos de nação e nacionalismo. A tensão entre a força centrípeta do nacionalismo espanhol e a força centrífuga dos nacionalismos periféricos, especialmente o basco e o catalão, constitui um dos desafios centrais da política espanhola desde o final do século XIX. O recente recrudescimento do projeto independentista catalão procura colocar em questão a permanência do Estado espanhol como o conhecemos. O fenômeno, no entanto, não representa caso isolado, mas faz parte de quadro mais amplo, no qual o sentimento de pertencimento contribui para a definição do espaço político, seja em Estados nacionais, seja em nações sem Estado. Desse modo, um estudo sobre o caso catalão pode ajudar a compreender a dinâmica do nacionalismo, que continua a representar importante força política no mundo contemporâneo.